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Há 48 mil doentes com esquizofrenia em Portugal, 16% sem acompanhamento médico

Há 48 mil doentes com esquizofrenia em Portugal, 16% sem acompanhamento médico
22:09:17 24-01-2018 Comissão Científica da Plataforma Saudementalpt Notícia

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Um estudo concluiu que a prevalência da esquizofrenia no nosso país rondará os 48 mil doentes, e que cerca de 7 mil não terão o acompanhamento médico desejado, independentemente do serviço ser do serviço nacional de saúde ou privado. Trata-se do estudo "O custo e a carga da esquizofrenia em Portugal" que foi realizado pelo Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e o Centro de Estudos Aplicados, da Católica Lisbon School of Business and Economics. As conclusões da investigação serão publicadas no formato de artigo na revista “International Journal of Clinical Neurosciences and Mental Health”, distribuída no XIII Congresso Nacional Psiquiatria, que ocorrerá no Algarve, entre quinta-feira e sábado desta semana.

Este estudo teve como objetivo estimar os custos e a carga da esquizofrenia em Portugal no ano de 2015 e outra importante conclusão foi que contrariamente ao que acontece com outras doenças são os custos indiretos os responsáveis por mais de metade dos custos totais (78%). Não são os custos com internamentos que pesam os custos do Estado com esta incapacitante doença, mas sim a incapacidade psicossocial que tanto marca a vida das pessoas com doença mental grave. Os custos indiretos integram os apoios sociais atribuídos aos doentes e os que apoiam os cuidadores, sendo que são extremamente poucas as pessoas com esquizofrenia que estão integradas no mercado de trabalho nacional. A investigação apurou que, em 2015, perderam-se 28.588 anos de vida por incapacidade (indicador DALY, que leva em conta a mortalidade e a morbilidade). Destes 28.588 DALY perdidos, 84% foram por incapacidade e 16% por mortalidade prematura.

Sobretudo nos últimos meses o Programa Nacional para a Saúde Mental e a Rede Nacional de Cuidados Continuados em Saúde Mental têm demonstrado avanços quanto à criação de respostas residenciais, de apoio domiciliário e de reabilitação psicosssocial para estes doentes.

 

É fundamental criar respostas que reabilitem competências, que estimulem as competências reminescentes e que promovam a integração social e profissional destes doentes, a última ajustada às suas capacidades e dificuldades.

Para saberem mais sobre este estudo consulte as notícias publicadas nos meios de comunicação.

Se precisa de mais informação sobre o tema, de orientação, ou quer dar a sua opinião contacte-nos: saudementalpt@sentidodesi.pt

 

A COMISSÃO CIENTÍFICA DA PLATAFORMA SAUDEMENTALPT

Fontes

​Diário de notícias

Expresso

​Observador

Público

XIII Congresso Nacional Psiquiatria

 

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